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Atletas do Timão veem "fracasso" por ter entrado em campo e apoiam greve

Os atletas reclamaram do fato de que foram tratados como um grande grupo generalizado de gente sem vontade

Em silêncio desde o violento protesto de que foram alvo no último sábado, os jogadores do Corinthians publicaram um texto sobre o assunto nesta terça. Além de repudiar a atitude de “marginais ligados às torcidas organizadas”, apontaram um “fracasso” no fato de ter entrado em campo no dia seguinte e apoiaram a possibilidade de paralisação no final de semana.


“Estamos fartos com a irracionalidade e com os atos de violência impunes que envolvem inúmeras situações ligadas ao futebol. As cenas grotescas vividas neste último sábado (...) determinam que uma tragédia sem precedentes está prestes a ocorrer no ambiente de trabalho de qualquer clube de futebol do nosso país e não seremos coniventes com isso”, diz trecho do texto.


Os atletas reclamaram do fato de que foram tratados como um grande grupo generalizado de gente sem vontade. Quando mais de cem torcedores invadiram o centro de treinamento alvinegro – segundo relatos de funcionários, cometendo roubos, furtos e agressões sob o pretexto de protestar –, o ídolo Paolo Guerrero, que jogou um mês com o pé quebrado no último semestre, foi pego pelo pescoço.


“Assim como há uma maioria de jogadores dedicados e profissionais, há também, como em qualquer profissão, jogadores menos responsáveis e menos comprometidos. Nos momentos de derrota e nas fases difíceis, os torcedores revoltados se sentem no direito de nivelar por baixo e tratar todos os atletas da mesma forma. Mas, quando, em momentos de crise e de violência, as torcidas organizadas, compostas por pessoas boas e pessoas ruins, sofrem esse mesmo preconceito e são tratadas como um todo, revoltam-se com a injustiça”, afirmaram.

Fonte: Gazeta Esportiva
Data Postagem: 05/02/2014
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