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Falar palavrão pode ser forma de a criança pedir mais atenção

Se o objetivo é corrigir o uso desse ou daquele termo, tanto nos primeiros anos de vida quanto mais adiante, o melhor é não fazer muito alarde

Bastou ouvir o pai falar uma expressão desaforada uma única vez, em um momento de estresse no volante, para Arthur, 2 anos, repetir o termo em plena aula de natação, no dia seguinte.


A mãe do menino, a enfermeira Lorena Leão Ribeiro Cardoso, 31, estava com ele na hora. "Morri de vergonha, mas ignorei e comecei a distraí-lo com outros brinquedos na piscina", conta.


"Em casa, eu e meu marido nos policiamos muito a esse respeito e, quando ele fala alguma palavra inadequada, a gente finge que não escutou e tenta desviar a atenção dele", completa a enfermeira.


Para Lorena, tentar argumentar que determinada palavra é feia, e proibir, pode ser muito pior. "Ele vai achar que é brincadeira e começar a repetir para ver a nossa reação", diz ela.


Na opinião de pedagogos e psicólogos ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos, a postura de Lorena em relação ao filho foi impecável. Nada vale mais na luta contra os termos de baixo calão do que o exemplo que vem de casa.


"As crianças aprendem a falar por imitação", afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC de São Paulo. "Nada tem mais peso nesse sentido do que a forma como os pais falam."


Se o objetivo é corrigir o uso desse ou daquele termo, tanto nos primeiros anos de vida quanto mais adiante, o melhor é não fazer muito alarde. Com aqueles que estão começando a falar, os pais devem, simplesmente, mudar de assunto ou propor alguma brincadeira.

Fonte: Uol
Data Postagem: 20/03/2014
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