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Mais Médicos reforça atendimento aos índios brasileiros

Um problema que compromete o atendimento de profissionais de saúde aos indígenas é de aspecto cultural

A população indígena brasileira já conta com 122 profissionais do programa Mais Médicos atuando nas aldeias. Em dezembro do ano passado, 47 médicos do programa foram destinados ao índios.


O anúncio foi feito durante a abertura da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, realizada no começo de dezembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília (DF).


Com os novos médicos, o programa beneficiará aproximadamente 212 mil indígenas. Além dos profissionais garantidos pelo programa, a assistência à saúde indígena é feita por 264 médicos que atuam nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).


Na Conferência, foi assinado uma portaria autorizando a compra, pelos DSEIs, de todos os medicamentos da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), o que otimizou a oferta de medicamentos nas aldeias e criou um grupo de trabalho para avaliação e elaboração de incorporação de novos medicamentos e insumos para atendimento à Saúde Indígena no Sistema Único de Saúde (SUS).


Até chegar à Conferência Nacional, os povos indígenas participaram de 34 etapas distritais e 306 etapas locais que definiram sete diretrizes e 453 propostas nos quatro eixos temáticos: Atenção Integral e Diferenciada nas Três Esferas de Governo (gestão, recursos humanos, capacitação, formação e práticas de saúde e medicinas tradicionais indígenas); Controle Social e Gestão Participativa; Etno-desenvolvimento e Segurança Alimentar e Nutricional; e Saneamento e Edificações de Saúde Indígena.


"Essa Conferencia foi feita com muito carinho para vocês, delegados, delegadas, representantes dos povos indígenas para oferecer o melhor porque vocês merecem o melhor", declarou o secretário especial de Saúde Indígena e coordenador-geral da 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, Antônio Alves.


Um problema que compromete o atendimento de profissionais de saúde aos indígenas é de aspecto cultural. O secretário frisou que, em algumas culturas, as crianças são as últimas a receber comida na hora das refeições. “[Elas só comem] depois das visitas, dos guerreiros, dos anciões e das mulheres”.


O Ministério da Saúde tem feito um trabalho para conscientizar essas aldeias onde as crianças e as mulheres gestantes estão mais fragilizadas. Nos locais, acrescentou, é necessário a implementação de políticas de diminuição da mortalidade infantil, ainda alta.

Fonte: Agência Brasil
Data Postagem: 21/04/2014
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