Segunda-Feira, 01 de Maio de 2017 | E-mail para contato: contato@nvnoticias.com.br

Aneel confirma aumento da conta para 2015

Segundo Rufino, isoladamente, o impacto dos empréstimos não representa o aumento real que será percebido nas contas de luz

As recentes medidas de socorro ao setor elétrico adotadas pelo governo irão representar um aumento no custo da energia para o consumidor de oito pontos percentuais durante dois anos. O aumento ocorrerá a partir do ano que vem.


De acordo com o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, esse é o tamanho do repasse que será feito aos consumidores para cobrir os empréstimos bancários disponibilizados ao setor, que por ora devem somar R$ 17,7 bilhões.


Segundo Rufino, isoladamente, o impacto dos empréstimos não representa o aumento real que será percebido nas contas de luz.


"O reajuste [das tarifas] nunca é exclusivamente ligado ao valor do empréstimo", disse.


"É um conjunto de fatores [que são analisados pela agência]. Ele [o empréstimo] vai impactar a tarifa. Agora, o tamanho do reajuste tarifário vai depender de outros fatores, não é só esse item que é levado em consideração", afirmou.


Na lista de pontos que são levados em consideração pela agência na hora de reajustar o preço da energia está a inflação, o próprio custo da energia no ano que vem, o volume de investimentos feitos pelas empresas, entre outros.


Significa que o aumento pode ser ainda maior ou menor, caso o governo consiga, de fato, fazer baixar o preço da energia ao retomar concessões de geração elétrica que vencem no próximo ano.


Rufino explicou que ainda não é possível saber se o preço menor da energia que retornará ao governo, por meio da devolução das concessões, anulará o tamanho do aumento previsto para os consumidores.


"É difícil fazer projeção. Cada empresa vai receber um certo volume de cotas dessa reversão.


Aí ela vai tirar uma parte da energia que está contratada e trocar por uma energia mais barata", disse. "Sabemos que vai ser bastante impactante, mas não fizemos nenhuma projeção", completou.

Fonte: Correio do Estado
Data Postagem: 30/07/2014
PUBLICIDADE