Segunda-Feira, 24 de Abril de 2017 | E-mail para contato: contato@nvnoticias.com.br

Clientes não devem fechar contas no HSBC, diz especialista

Mesmo após o banco HSBC anunciar que encerrará suas operações no Brasil, nada muda para os clientes por hora, segundo o especialista em finanças pessoais, Ricardo Humberto Rocha. Em entrevista à Rádio Bndeirantes, ele explica que correntistas e investidores devem evitar decisões precipitadas para não comprometerem a rentabilidade de investimentos.

O anúncio de que o HSBC saíra do Brasil significa que a instituição está negociando com outros bancos brasileiros, para que eles assumam suas operações no país, disse Humberto Rocha. O especialista afirma que é impossível a ideia de, simplesmente, as agências serem fechadas, por isso, segundo ele, não muda absolutamente nada para os correntistas no curto prazo. “O correntista não deve se preocupar em fechar contas, em movimentar suas aplicações. Pelo contrário, porque, se ele faz isso de forma precipitada, provavelmente vai fazer algo errado, ficando com prejuízo”, concluiu.

Mesmo para quem tem investimentos de longo prazo, não haverá grandes mudanças, afirmou Humberto Rocha, porque o contrato de uma previdência, por exemplo, tem que ser mantido. 

O banco britânico HSBC anunciou nesta terça-feira que encerrará suas atividades no Brasil, além de suprimir 50 mil postos de trabalho, como parte de uma reestruturação mundial da empresa. A instituição também venderá suas atividades na Turquia.

A intenção do banco é eliminar quase 10% do número de funcionários, entre 22 mil e 25 mil empregos, segundo um plano divulgado em seu site. Além deste número, outros 25 mil postos de trabalho devem ser suprimidos com a venda das atividades no Brasil e na Turquia, segundo o banco.

No Brasil, no entanto, o banco pretende manter uma presença só para os clientes institucionais.

O HSBC fechará várias agências ao redor do mundo, acelerará o processo das transações e deslocará milhares de postos de trabalho para países "de baixo custo e alta qualidade" de mão de obra, segundo o plano do banco.

A decisão é parte da meta de "reduzir os custos em algo entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões anuais até 2017", segundo uma nota enviada à Bolsa de Hong Kong.

O HSBC também pretende "acelerar os investimentos na Ásia", em particular no sul da China e no sudeste do continente, "para captar oportunidades de crescimento futuro e adaptar-se às evoluções estruturais" do mercado bancário.

O diretor geral do HSBC, Stuart Gulliver, apresentará o plano do banco em uma reunião em Londres com investidores. 

O maior banco da Europa sofreu uma queda nos resultados em 2014 e foi afetado por grandes multas, sobretudo no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Venda do HSBC tornará mercado bancário mais concentrado, diz Hereda

A venda do banco HSBC no Brasil tornará o mercado bancário brasileiro ainda mais concentrado, na opinião do ex-presidente da Caixa, Jorge Hereda. Apesar disso, para ele, atualmente secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, não deve haver “nenhum problema no mercado bancário” com a decisão do banco britânico.

“O mercado bancário brasileiro é lucrativo. Os bancos têm resultados muito bons. Portanto, isso deve ser uma decisão global que não leva em consideração o potencial do mercado brasileiro”, disse, ao participar do anúncio do plano de concessões no setor de infraestrutura, no Palácio do Planalto.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 10/06/2015
PUBLICIDADE