Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017 | E-mail para contato: contato@nvnoticias.com.br

Mais de 220 mil migrantes atravessaram o Mediterrâneo até julho

Mais de 220 mil migrantes e refugiados atravessaram o Mediterrâneo em direção à Europa no período de janeiro a julho, informou hoje (6) a Organização das Nações Unidas (ONU), um dia depois de mais um naufrágio que pode ter provocado mais de 200 mortes.


"O que temos à porta da Europa é uma crise de refugiados", afirmou o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), William Spindler, em declaração enviada por e-mail à agência AFP.


Segundo ele, até o final de julho, aproximadamente 224 mil refugiados e migrantes chegaram à Europa pelo mar.


No início de julho, o Acnur informou que já tinha sido atingido um recorde de migrantes no primeiro semestre do ano: 137 mil pessoas.


O porta-voz destacou que quase todas essas pessoas atravessaram o Mar Mediterrâneo, muitas vezes em embarcações frágeis e em condições precárias, em troca de pagamento a redes de tráfico de seres humanos. Deste total, 124 mil desembarcaram na Grécia e cerca de 98 mil, em território italiano.


No mesmo período, mais de 2,1 mil pessoas perderam a vida no mar ou estão desaparecidas, acrescentou William Spindler.


O porta-voz do Acnur ressaltou que esse número não engloba as cerca de 200 pessoas que poderão ter morrido em naufrágio ocorrido nessa quarta-feira na costa da Líbia, durante a travessia do Mediterrâneo.


A embarcação de pesca, que segundo testemunhas transportava 600 pessoas, enviou um pedido de socorro, sinal que foi recebido pela Guarda Costeira de Catânia, na Sicília.


Dois navios – o holandês Dignity One e o irlandês Le Niamh – foram enviados de imediato para o local do naufrágio, mas a embarcação naufragou quando os passageiros se deslocaram todos para um lado para serem socorridos, informou ontem a Guarda Costeira italiana.


O navio irlandês Le Niamh chegou hoje à cidade italiana de Palermo com 367 sobreviventes a bordo, incluindo 12 mulheres e 13 crianças, bem como os corpos de 25 vítimas que foram recuperados do mar.


Segundo Spindler, a maioria das pessoas que atravessam o Mediterrâneo é formada por refugiados que fogem da guerra e da perseguição, e não migrantes econômicos. Ele destacou que a guerra civil síria é responsável por 38% das chegadas verificadas até julho.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 07/08/2015
PUBLICIDADE