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Quênia e Jamaica terminam Mundial de atletismo na frente dos EUA

O Mundial de atletismo de Pequim, na China, chegou ao fim neste domingo (30) com o Quênia no topo da tabela e os Estados Unidos apenas na terceira posição, algo inédito para os americanos, que sempre terminaram a competição no primeiro lugar.


Com o estádio Ninho de Pássaro como palco, os atletas quenianos levaram adiante a fama de bom desempenho e fecharam a competição com 16 medalhas (sete de ouro, seis de prata e três de bronze).


A liderança do país foi garantida no último dia, com Asbel Kiprop. O atleta alcançou o tricampeonato nos 1.500m.


Os jamaicanos, liderados pelas conquistas de Usain Bolt (que levou a "trinca de ouro", com vitória nos 4 x 100 m, 100 m e 200 m rasos), não ficaram muito atrás. Foram 12 pódios aos caribenhos, sendo que levaram, também, sete ouros e três bronzes. O critério de desempate com o Quênia foi a quantidade de pratas (duas).


Os Estados Unidos, pela primeira vez na história, ficaram com a terceira posição na classificação geral. A quantidade de ouros, pratas e bronzes foi a mesma: seis, e um total de 18 medalhas.


Uma das grandes apostas do país era Justin Gatlin, que chegou ao Mundial como um dos nomes a bater Bolt. Mesmo com disputa acirrada nas provas em que competiram juntos, o jamaicano levou a melhor na competição.


A chance de liderança no quadro de medalhas para os americanos se manteve viva até este domingo. Na prova do revezamento 4 x 400 m, os norte-americanos precisavam vencer tanto nas categorias masculina e feminina para somar sete ouros e vencer no desempate pelo número total de medalhas.


Na prova feminina, acabaram superados pelas jamaicanas. Na masculina, garantiram o ouro, mas o número não foi suficiente para bater os adversários no quadro geral de medalhas.


BRASIL


O Brasil sai do Mundial com apenas uma medalha e na 25ª colocação na classificação - o país ficou empatado com Bélgica, Egito, Israel, Tajiquistão e Tunísia. Fabiana Murer conquistou a prata na final do salto com vara, disputada na última quarta-feira (26).


Dentre os 58 atletas da delegação brasileira na competição, Fabiana era uma das únicas brasileiras classificadas entre os cinco melhores do mundo em suas provas na temporada. Junto a ela estava Thiago Braz, também da vara, que acabou eliminado e não chegou às finais da categoria.


A "seca" do país em competições dura, pelo menos, três anos. Exemplos recentes são as Olimpíadas de Londres, em 2012, na qual saiu sem medalhas, e o Mundial de Moscou, em 2013, competição na qual voltou para casa também sem premiação.


Até os 13 pódios do Pan de Toronto confirmam a má fase - foram dez a menos do que a edição anterior da competição, em 2011.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 31/08/2015
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