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Mistério do Sistema Sombra do Gaeco assombra investigados

Defesa suspeita de grampos ilegais com software israelense sem autorização judicial

A grande polêmica da Operação Coffee Break, que investiga a compra de votos de vereadores para cassação do mandato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), é o Sistema Sombra. Trata-se de software desenvolvido em Israel usado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) — vinculado ao Ministério Público Estadual — para interceptações telefônicas de todos os investigados no esquema de negociação da deposição de Bernal.


A adoção desse mecanismo pelo Gaeco para ouvir as conversas das autoridades e empresários investigados assombrou a defesa do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP). Pelo jeito nada escapou do Sistema Sombra. E, por isto, se transformou num grande desafio para os advogados decifrarem o seu mistério.


E não será missão fácil. A primeira ação do advogado de Olarte, Jail Benites de Azambuja, foi colocar sob suspeita a legalidade dos grampos feitos pelo Ministério Público Estadual por meio do Sistema Sombra. A estratégia da defesa é encontrar brecha de eventual violação à legislação para tentar anular o processo contra o prefeito deposto do cargo pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para reintegração do titular Alcides Bernal (PP), cassado pela Câmara Municipal de Campo Grande.


(*) A reportagem de Adilson Trindade está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 08/09/2015
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