Sbado, 29 de Abril de 2017 | E-mail para contato: contato@nvnoticias.com.br

Autoridades de MT pensam em prolongar período proibitivo para queimadas

Estado vizinho aparece em primeiro no ranking de incêndios do País, com 21.418 registros

O período proibitivo para as queimadas em Mato Grosso segue até 15 de outubro, com possibilidade de prorrogação até novembro, em razão das condições climáticas. Nos Decretos 191 e 249 já estava prevista a possibilidade de prolongamento do prazo que terminaria no dia 15 deste mês, mas, que foi ampliado até o dia 30 de setembro.


A decisão do Comitê do Fogo se baseou nas previsões do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de que o período de seca na maioria dos 141 municípios deve se estender até final de outubro, e também na situação crítica da qualidade do ar advinda da fumaça de queimadas.


Conforme o secretário-executivo do Comitê, o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Hector Péricles, a ausência de chuva na região Centro-Oeste está acontecendo por causa do fenômeno climático El Niño. Aliado à estiagem, as altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, especialmente em Cuiabá, tem preocupado a equipe que faz o monitoramento dos focos de calor.


“Este ano tivemos 50 dias direto sem chuva na capital (Cuiabá), além disso, não houve a famosa chuva do caju ou da manga, estamos em meio a mudanças climáticas. Por isso nós apelamos à população para não queimar e fiscalizar e denunciar quem está fazendo uso do fogo, porque é crime passível de prisão e multa”.


Durante reunião, as instituições parceiras na prevenção e combate às queimadas e incêndios florestais, entre elas Sema, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado de Saúde (SES) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) também avaliaram os números de focos de calor, que entre 1º de janeiro deste ano e a manhã desta quarta-feira (23) totalizaram 21.418, colocando Mato Grosso em primeiro lugar no ranking de queimadas do país, seguido pelos estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Amazonas, todos da Amazônia Legal.


Em relação ao mesmo período de 2014, o quadro também mudou nas últimas duas semanas de positivo para negativo, apresentando um acréscimo de 6,6% nos focos de calor.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 26/09/2015
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