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Mulher perde cabelo após usar tintura e ainda é processada por salão

odo mundo vai ao cabeleireiro querendo sair com os cabelos mais bonitos

Mulheres de casa, atenção para estas histórias, de pessoas que entraram no cabeleireiro lindas, mas saíram de lá com o cabelo tão destruído que a única solução foi “tosar geral”. Você vai ver agora como se prevenir de um "desastre" no salão de beleza.


Todo mundo vai ao cabeleireiro querendo sair com os cabelos mais bonitos. Mas olha o que aconteceu com duas mulheres. Elas queriam apenas retocar a cor dos cabelos. Algo saiu errado.


“Você pega um cabelo que era assim e ele ficou assim”, mostra Lígia.
“Era a minha autoestima”, diz Patrícia.


Nem estrelas de cinema escapam. Recentemente, a atriz americana Jeniffer Anniston - um dos cabelos mais admirados e imitados do mundo - teve que passar a tesoura. O motivo teria sido uma escova progressiva brasileira mal feita.


Há três meses, Patrícia viu quase todo o cabelo ruivo ir para o ralo em um salão de beleza, em São Paulo.


“Eu fui fazer uma coloração, como de costume. Eu sempre fazia porque eu gostava do tom vermelho. E aí de repente, durante o processo em que a cabeleireira foi fazer a lavagem e o cabelo saiu todo na mão dela”, conta Patrícia Santos Souza, promotora de eventos.


Depois disso, Patrícia foi parar no psiquiatra. Toma vários remédios por dia contra a depressão e faz terapia. Ela também procurou um especialista para fazer o cabelo crescer. Com tudo isso, gasta, em média, R$ 2 mil por mês.
“Mexeu com tudo que eu tenho, com o meu ser, com o meu estar, com o meu querer, mexeu com a minha maneira de viver”, declara.


Lígia sabe bem o que é isso. Em agosto deste ano, ela entrou em um salão de Indaiatuba, interior de São Paulo, para fazer luzes no cabelo.


Lígia: Eu cheguei lá às 11h. Quando foi umas 14h30, 15h, eu falei para ela: ‘olha, eu estou com fome, eu preciso que você termine’. Aí ela pegou o secador e falou: ‘olha, não deu tempo ainda’. Então ela passou o secador no papel alumínio. A primeira mecha que ela foi tirando, ele caía inteiro, sabe.
Fantástico: E o que é que a cabeleireira falou? Falou alguma coisa para você?
Lígia: Falou! Primeiro, ela muito educadamente, perguntou se eu estava tomando algum tipo de hormônio, alguma coisa. Eu falei: ‘não, não estou tomando nada’.


Fantástico: Então, na hora, ela não admitiu que tinha sido culpa dela?
Lígia: Não! Tanto que eu paguei R$ 515. Ela cobrou e eu paguei e fui embora. Eu queria sair dali, sabe. Na verdade, eu queria chegar em casa, lavar o cabelo e ver o que tinha acontecido.


O drama de Lígia continuou. Nas semanas seguintes, o cabelo não parava de cair. Ela documentou tudo. O cabelo era comprido e bem cuidado.
“Um dia eu fui para São Paulo no médico, eu não queria cortar. Aí o medico falou assim para mim: ‘ó, não tem jeito’”, conta Lígia.


O jeito então foi cortar bem curto. “Eu cheguei em casa e não tinha ficado feio, realmente, mas não era eu. Eu olhava no espelho e não era”, diz Lígia.
Fomos com a Lígia a um especialista. Com um equipamento capaz de ampliar em até dez mil vezes o tamanho dos fios, o médico ainda achou cabelo queimado.


Mas o que fez esse fio de cabelo ficar assim? O Fantástico foi até São Carlos, à Universidade Federal, a cerca de 240 quilômetros de São Paulo, para um laboratório que estuda cabelo, e onde o doutor Luciano tem parceria com a doutora Valéria. A gente trouxe umas amostras de cabelo da Ligia pra ver se a doutora Valéria descobre o que aconteceu.


Nem a pesquisadora conseguiu entender o que houve. “Esse é o maior dano que eu já vi. Nós já simulamos todos os danos possíveis e imaginários, nunca consegui esse dano. Gostaria muito de saber como que esse produto agiu. Essa imagem é a estrutura interna, nós vemos que tem uma perda de massa enorme, esses buracos, eles não existem, o fio de cabelo é todo preenchido, ele é denso, ele não é cheio de buracos”, explica Valéria Longo, pesquisadora da USP.


Para evitar um susto na hora de tingir os cabelos, os especialistas recomendam:
- Tratar sempre com um mesmo profissional da sua confiança;
- Nunca fazer dois procedimentos agressivos em um mesmo dia, como tintura e chapinha, por exemplo;
- Outra boa precaução é pedir para ler o rótulo do produto que vai ser usado e que ele seja preparado na sua frente;
- E sempre fazer o teste em uma mecha de cabelo para ter certeza de que tudo vai dar certo. 


“As meninas estão utilizando química nos cabelos cada vez mais cedo. Eu tenho pacientes com 12 anos de idade com os cabelos totalmente destruídos. A idade ideal é a idade que fuja das lesões precoces, de preferência, a partir dos 18 anos de idade”, alerta Luciano Barsanti, médico clínico e tricologista.


Lígia está processando o estabelecimento que a atendeu. O salão Nishi Hair, de Indaiatuba, afirma em nota que não realizou qualquer procedimento químico que justificasse a gravidade do problema no cabelo da cliente, e que está processando Lígia por culpar o salão sem provas.


Já no consultório, o médico enche Lígia de esperança.
Fantástico: Se ela quiser ter o cabelo no ombro novamente, em quanto tempo ela vai conseguir isso?
Médico: O couro dela encontra-se sadio. Nós teremos um cabelo à altura do ombro em torno de oito a dez meses.

Fonte: G1
Data Postagem: 16/12/2013
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