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USP tem pior resultado de cinco anos em ranking de universidades

A Universidade de São Paulo (USP) teve o pior resultado de cinco anos em ranking internacional Times Higher Education (THE), divulgado nesta quarta-feira (1º) em Londres. Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil não tem nenhuma universidade entre as 200 melhores do mundo.


Considerado um dos mais respeitáveis rankings de avaliação de produção acadêmica, o ranking mostra em sua 12ª edição (2015-2016) que a USP está na faixa de 251º a 300º lugares. No ano passado estava no bloco de 201º a 225º lugares. Ainda assim é a universidade com melhor desempenho da América Latina. 


A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a segunda instituição brasileira mais bem colocada no ranking, também teve declínio e apresentou o pior desempenho dos últimos cinco anos. Caiu da faixa de 301º a 350º lugares, onde aparecia por dois anos consecutivos, para o bloco de 351º a 400º posições.


Em nota, a Unicamp afirmou que está "está analisando o resultado levando em conta a mudança de critérios adotada pelo ranking da THE". Segundo a instituição, a mudança metodológica do ranking impede a comparação dos resultados de 2015 com o de anos anteriores. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da revista britânica afirmou que, apesar de alterações feitas no processo de elaboração do ranking, é possível comparar os resultados de anos distintos.


800 universidades
Uma das alterações do ranking THE foi o aumento do número de instituições incluídas na análise. Neste ano, a lista total tem 800 universidades, contra 400 da edição passada. Dentre elas, há 17 universidades brasileiras. Depois da USP e da Unicamp, aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a PUC do Rio de Janeiro, ambas no grupo de 501º a 600º lugares.


A melhor universidade do mundo, pelo quinto ano consecutivo, é o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), dos Estados Unidos. Em segundo lugar está a Universidade Oxford (Reino Unido), seguido por Stanford (EUA), Cambridge (Reino Unido) e MIT (EUA). A Universidade Harvard (EUA) caiu do segundo para o sexto lugar.


O ranking avalia o desempenho dos estudantes e a produção acadêmica nas áreas de engenharia e tecnologia, artes e humanidades, ciências da vida, saúde, física e ciências sociais. Considera ainda pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional, além do ambiente de ensino.


A USP figurava em 178º em 2011, subiu para 158º em 2012, e depois caiu para 226º/250º. No ano passado subiu para 201º/225º e agora caiu para 251º/300º. A Unicamp aparecia em 276º/300º em 2011, subiu para 251º/275º em 2012, e desde 2013 figurava em 301º/350º. Neste ano caiu para 351º/400º.


"É uma boa notícia para o Brasil ter 17 de suas instituições na lista de melhores universidades do mundo, mas ele terá que trabalhar mais para competir com outras economias emergentes como a China, que possui 37 instituições de destaque no ranking deste ano", diz Phil Baty, editor da revista da THE.


Para Baty, ao contrário de China e Rússia, o governo brasileiro não tem nenhuma visão nacional ensino superior destinada a melhorar o setor de pesquisa na universidade.


O Chile aparece com seis instituições entre as 800 universidades do ranking. Argentina, Colômbia e México têm dois representantes cada.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 01/10/2015
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