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Populares de Naviraí não querem ser vítimas de golpe político

Logo após ser deflagrada a Operação Atenas (no dia oito de outubro do ano passado) um grupo de cerca de 40 homens e mulheres de Naviraí, incluindo líderes comunitários, empresários, profissionais liberais, estudantes trabalhadores e outros representantes da sociedade civil organizada do município resolveram fundar um movimento anti-corrupção.


Nasceu a Comissão de Participação Popular (CPP). Com a ajuda das redes sociais o grupo cresceu rápido e os suplentes de vereadores resolveram aderir com o apoio. Quando surgiu a idéia de fazer um acampamento na frente da Câmara Municipal, antes da primeira das sessões de julgamento dos vereadores (onze foram cassados e houve duas renuncias de mandato), os então suplentes e agora donos das cadeiras resolveram patrocinar o protesto.


Segundo o presidente da CPP, Claudenir Werli, o aceite do apoio dos suplentes aconteceu porque acreditaram no discurso de que ao assumir o cargo, agiriam da forma que se espera de um vereador ou vereadora – agir de acordo com interesses da população e não de acordo com interesses de grupo ou interesses pessoais de cada vereador, sem renunciar a atribuição inerente ao cargo – fiscalizar.


Os suplentes de vereadores (exceção feita a Márcio Scarlassa, Benedito Messias e Luis Alberto Ávila Silva Júnior – Júnior do PT) passaram a participar de reuniões em bairros e com os integrantes da Comissão, relembra Werli. O membro da CPP – Antônio Bianchi disse que os então suplentes e agora vereadores ajudaram a colher assinaturas para pedir as cassações, pagaram faixas, rojões, caixas de som e ajudaram a comprar materiais diversos e doaram barracas. 


Werli e Bianchi lembram que houve suplentes de vereadores que pagavam, alimentação (marmitex) para quem ficava nas barracas e houve até um suplente (hoje vereador) que designou que dois de seus funcionários participassem e até pernoitassem nas barracas montadas em frente a Câmara Municipal.


Hoje Werli reclama. “Eles diziam que nos apoiavam porque iriam fazer a diferença e ser diferentes, atuando de acordo com a moralidade, com ética e transparência no uso de suas atribuições, no cargo que assumiriam, mas o que vemos atualmente é um grupo que está no cargo de vereador, mas que ao invés de atuarem para resolver problemas, atuam para encobrir problemas”.


Segundo Werli, após não sobrar nenhum dos treze no cargo em que foram empossados no dia primeiro de janeiro de 2013, hoje, membros da CPP “infelizmente fazem um tipo de meia culpa e já se comenta fortemente a possibilidade de que pode ter vereadores que não estão agindo de acordo com a vontade popular e que fora beneficiados, ganhando o cargo de vários que talvez possam ter sido cassados injustamente”.


E Bianchi declara que o povo de Naviraí não pode mais uma vez ficar indignado por mais uma vez se sentir traído por políticos nos quais confiou seu voto para que os representem bem no parlamento municipal.

Fonte: observatoriodenoticias
Data Postagem: 10/10/2015
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