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Apresentador defende que gays sejam separados de héteros

O norte-americano Pat Robertson tem 85 anos, é pastor pentecostal e um dos fundadores de uma rede de emissoras cristãs.


Já foi pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano em 1988. George Bush pai foi quem conseguiu a vaga.


Na TV, Pat costuma gerar polêmica — e conseguir valioso espaço na mídia — com comentários de teor racista, antissemita e homofóbico.


Ele é abertamente contra o aborto, o feminismo e os ateus. Porém, para surpresa de muitos, defende a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal.


Em um programa exibido na semana passada, no canal cristão CBN, Pat fez nova declaração bombástica. Novamente mirou artilharia contra os homossexuais.


“Devemos criar uma regra que obrigue os gays a usar uma roupa de cor diferente. Assim, as pessoas normais saberiam que a pessoa que usa aquela cor é sodomita, e se manteriam longe dela”.


O apresentador disse ainda que a conquista de direitos pelos gays, como o casamento oficial, “provoca a ira de Deus” e, consequentemente, castiga a população em geral.


“Nós precisamos impedir o avanço do lesbianismo e da homossexualidade. A única maneira de parar a propagação de doenças que afligem o país é fazer alguma separação explícita entre gays e gente normal, os heterossexuais”, declarou às câmeras.


Um homem judeu que estava na plateia do programa interrompeu o discurso de Robertson: “Você está tentando fazer com os gays o que os nazistas fizeram com o meu povo meio século atrás”.


O apresentador respondeu que não deseja enviar os homossexuais para campos de concentração, e sim proteger as “pessoas normais” dos Estados Unidos.


Entre as dezenas de atrações religiosas na televisão brasileira, do horário nobre à madrugada, nunca houve discurso com esse grau de incitação ao ‘apartheid’ entre gays e héteros.


Perto de Pat Robertson, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), considerado radical e homofóbico pelos grupos LGBT, parece um liberal de carteirinha.


O tele-evangelizador norte-americano ficou mundialmente famoso no ano passado, quando previu que a Terra será destruída por um asteroide a ser enviado por Deus.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 09/11/2015
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