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Ministério da Saúde muda critério para diagnosticar a microcefalia

O ministério da Saúde mudou um dos critérios pro diagnóstico da microcefalia. Em Pernambuco, o estado com maior número de casos, novas operações combateram nesta sexta-feira (4) o mosquito Aedes aegypti.


Só em um terreno em Olinda, mais de 100 pneus abandonados. Um criadouro em potencial para o Aedes aegypti, mas o sugador entrou em ação. O equipamento é como um aspirador que suga os mosquitos. A faxina também ajuda. Caminhões começaram a recolher entulhos, móveis e o lixo acumulado no quintal das casas.

“O objetivo é retirar este tipo de criadouro do ambiente”, explica Jurandir Almeida, gerente de Vigilância Ambiental do Recife.

Neste sábado (5), militares entrarão no combate ao Aedes aegypti.  A presidente Dilma disse, em Brasília, que é quase uma operação de guerra contra o mosquito, que transmite o zika vírus, a febre chikungunya e a dengue.

“Estamos mobilizando da parte do governo federal o Exército, a Marinha e Aeronáutica para nos ajudar nesta ação de prevenção ao vírus”, afirma Dilma.
 
O ministério da Saúde acredita que o zika vírus está relacionado com o aumento dos casos de microcefalia - a má formação do cérebro dos fetos e recém-nascidos - no país.

E nesta sexta (4) mudaram as regras para o registro de casos do distúrbio. Os recém-nascidos que tiverem a circunferência do crânio menor que 32 centímetros, serão notificados. Antes, eram adotados como referência os 33 centímetros.

Dos 646 casos notificados em Pernambuco, 211 seguem o novo critério que é adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Todos os bebês notificados têm a circunferência do crânio igual ou menor que 33 centímetros. Numa primeira triagem muitos casos foram descartados. Eram bebês pré-maturos ou desnutridos, por exemplo.

Com a redução da medida, o ministério da Saúde espera diagnosticar com mais precisão os recém-nascidos com microcefalia.

“É importante esclarecer que todos os bebês que já foram notificados até hoje, eles vão ter garantido o atendimento na nossa rede de referência”, garante Luciana Albuquerque, Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco.

Investigar os casos é importante para entender porque tantos bebês estão nascendo com microcefalia. Rosilene teve manchas na pele e coceira no começo da gravidez, sintomas que podem estar associados ao zika vírus, mas a doença não foi diagnosticada. Ela fez o pré-natal e nada parecia estar errado.


A Paraíba também declarou situação de emergência por causa do aumento do número de casos de microcefalia. É o quarto estado do Nordeste a tomar essa medida.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 05/12/2015
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