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Líder de inspeção de candidaturas de Copas pediu favores

Segundo Comitê, Mayne-Nicholls infringiu os artigos do Código de Ética da Fifa

A câmara de decisão do Comitê de Ética divulgou nesta quinta-feira oficialmente os motivos da punição ao ex-presidente da Federação Chilena de Futebol e líder do grupo de inspeção da entidade que avaliava as candidaturas para as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Em julho de 2015, Harold Mayne-Nicholls (à esquerda na foto com Joseph Blatter e Vitali Mutko) foi banido por sete anos de qualquer atividade relacionada ao futebol. De acordo com o comunicado do Comitê de Ética, Mayne-Nicholls já pode recorrer da decisão no Comitê de Apelação da Fifa.

Segundo o Comitê de Ética, Mayne-Nicholls infringiu os artigos 13 (regras gerais de conduta), 15 (lealdade), 19 (conflito de interesses) e 20 (oferecer e aceitar presentes e outros benefícios) do Código de Ética da Fifa. A mais séria infração, segundo o comunicado, foi ao artigo 20. 

Diz o texto:

"O senhor Mayne-Nicholls, em sua capacidade como presidente do Grupo de Avaliação de Candidaturas da Fifa para as Copas do Mundo de 2018 e 2022, tinha uma obrigação especial quanto à integridade e neutralidade do seu trabalho. A confiança no trabalho do Grupo de Avaliação de Candidaturas era especialmente crucial para que pudesse exercer seus poderes e tarefas de forma apropriada. Após tomar parte em uma visita de inspeção a um dos comitês de candidatura em setembro de 2010, o senhor Mayne-Nicholls, por sua própria iniciativa, repetidamente pediu por favores pessoais relacionados a acomodação e treinamento de seus parentes (um filho, um sobrinho e um cunhado) em uma instituição ligada ao comitê. Esses pedidos, além de serem de natureza pessoal, foram feitos poucos dias depois da visita de inspeção, durante o tempo no qual o Grupo de Avaliação de Candidaturas, presidido pelo senhor Mayne-Nicholls, ainda estava exercendo suas tarefas antes da eleição das sedes para as Copas do Mundo da Fifa de 2018 e 2022".

Na época da divulgação da punição por sete anos, em 2015, Mayne-Nicholls avisou que recorreria em publicações em redes sociais:

- Sobre a decisão em primeira instância do Comitê de Ética, apelarei a todos os órgãos judiciais superiores estabelecidos nos estatutos da Fifa e do TAS (Tribunal Arbitral do Esporte). Me surpreende que a Fifa publique uma sanção que tem recursos pendentes, podendo esta ser modificada por órgãos judiciais superiores.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 14/01/2016
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