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Usina de Naviraí tem novos gestores e inicia contratações

A previsão do retorno das atividades é para agosto deste ano.

O juizado da terceira região do Tribubal Regional Federal (TRF – 3 para SP / MS), em São Paulo, decidiu refazer a recuperação judicial da Usinavi (Usina Naviraí), que até o final do mês de abril estava sendo gerida pela infinity Bio Energy, de controle acionário (70%) do grupo Bertin de Lins (SP). A previsão do retorno das atividades é para agosto deste ano.


Agora a responsabilidade da gestão deve ser de uma associação feita pela multinacional Cargil (de origem americana) e a brasileira Santa Terezinha (que está montando a usina Rio Paraná, em Eldorado).


O sonho da Cargil era o decreto de falência para que não gerisse o passivo contábil (dívidas) da massa falida, mas um acordo com os credores, principalmente dos bancos Santander e Banco do Brasil, permitiu a renovação do processo de recuperação judicial.


A nova peça jurídica a ser homologada pelo juizado do TRF 3, se possível, em aproximadamente dez a vinte dias, representa um alívio para os trabalhadores e produtores de cana. No caso dos industriários, o volume de ações trabalhistas que simplesmente deixariam de existir supera com folga a marca de R$ 30 milhões.


Se a falência tivesse sido decretada, os produtores de cana de açúcar perderiam mais de R$ 20 milhões em tonelagens de matéria-prima vendida e processada na transformação em álcool e açúcar pela Usinavi.


CONTRATAÇÕES
Em um escritório instalado no Jardim Progresso, em Naviraí, a Usinavi já começa a receber os currículo dos trabalhadores.


Inicialmente, as informações extra-oficiais obtidas, é de que a operação retorne somente com a a destilaria (industrialização de álcool), assim mesmo com produção muito abaixo do que se produzia anteriormente, quando a usina empregava mais de 2,5 mil pessoas.


Com a evolução dos serviços e do volume arrecadado, deve haver o aumento de produção e a volta da industrialização do açúcar. E ainda de acordo com as últimas informações extra-oficiais obtidas, representantes da Cargil (multinacional do setor de alimentos) estiveram em Naviraí, em visita a Usinavi. Eles têm interesse em administrar os setores agrícola e industrial.


O projeto pode integrar a usina Rio Paraná, ainda em processo de instalação em Eldorado, na parceria da Cargil com o grupo Santa Terezinha, que poderá ceder áreas arrendadas e até fornecer cana para a moagem, pois não há trabalho de campo desenvolvido pela Usinavi para obter matéria prima para a industrialização.


Enquanto a incógnita preocupava a comunidade de Naviraí, um pouco mais de 200 industriários continuou trabalhando na Usinavi, mas sem receber salários, durante os últimos meses, na esperança de que houvesse o acordo para que a Usinavi não fechasse e houvesse a garantia dos empregos. Eles ainda esperam negociar os salários atrasados, décimo-terceiro salários e demais itens em acerto de contas.


Os novos administradores tem ainda um outro problema a resolver até junho ou julho. A Usinavi teve equipamento sucateado e atualmente não há condição de moer a cana, por que as peças essenciais para haver a dinâmica da indústria, foram levadas para Goiás. O parque industrial da usina deve passar por uma rápida operação de manutenção, antes da volta do processo de moagem.



 

Fonte: Sul News

Fonte: portaldoms
Data Postagem: 10/05/2016
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