Sexta-Feira, 28 de Abril de 2017 | E-mail para contato: contato@nvnoticias.com.br

Como ficam as empresas e a economia pós-impeachment?

A despeito da euforia que tomou conta do País após aprovação definitiva do impedimento da presidente, as perguntas que não saem da cabeça das pessoas: E agora? A economia vai melhorar? O desemprego vai diminuir? O dólar vai se estabilizar?


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› A sustentabilidade da energia
› Deixa a vida me levar?


É difícil fazer qualquer previsão. Os problemas estruturais do país não desapareceram após o impeachment, ou seja, até o momento, continuamos nas últimas posições nos rankings de competitividade e nas primeiras posições nos rankings de corrupção.


O país permanece em recessão, o ajuste fiscal é um remédio amargo que tende a ocasionar ainda mais retração econômica. Uma coisa é fato, nós não recuperaremos o grau de investimento da noite para o dia. Além disso, as taxas de juros deverão permanecer altas por um tempo ainda, o que significa que os investimentos continuarão caros e, por consequência, escassos, e o dólar tende a se estabilizar, contudo dificilmente retomará aos patamares dos R$ 2,00.


Além da delicada situação econômica do País o cenário mundial também não é dos mais favoráveis. A China grande motor do mundo nas últimas décadas já não cresce com o vigor de alguns anos atrás, e atingiu o menor índice de crescimento desde 1990 (fonte: Banco Mundial) 6,9%, isto significa que o mercado externo pouco poderá nos ajudar neste momento.


No mercado interno todos os setores da nossa economia apresentaram queda em 2015, exceto o setor agropecuário, e as projeções para 2016 apontam para um cenário exatamente igual, retração geral, crescimento apenas do setor agropecuário.


Tudo isso indica que a taxa de desemprego deve permanecer alta, ou, no melhor dos cenários deve se estabilizar - com o aumento da oferta de mão de obra a renda dos trabalhadores deve reduzir – e aponta também que velhas práticas devem voltar a moda, como, por exemplo, a informalidade, o que também contribui para reduzir a renda média do trabalhador registrado.


O cenário parece caótico.


Então, e agora?


A verdade é que as recessões são cíclicas, retornam de tempos em tempos, e a bem da verdade até ajudam a separar o joio do trigo, e os quem sobrevivem levantam mais fortes e preparados.


Os empresários dão mostras de otimismo, as projeções estão sendo revisadas para melhor ou ao menos para uma piora menor. A confiança do consumidor pouco a pouco vai sendo retomada, aquecendo a economia, gerando empregos e renda.


Também na crise surgem oportunidades e do desemprego brotam empreendedores, pequenos negócios que representam uma parcela significativa da economia do país.


O governo dá sinais de que caminha para incentivar esse otimismo, e, ao menos no discurso, busca condições para diminuir o peso da máquina pública e dar condições para economia se recuperar e para os negócios prosperarem.


Agora é o momento de começarmos a mudar, é o momento de melhorarmos o que precisa ser melhorado. Agora existe uma luz no fim do túnel, e não é o trem vindo na direção contrária.


(*) Fábio Yamamoto é bacharel em Ciências Contábeis pela PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), habilitado no CNAI/CFC (Cadastro Nacional dos Auditores Independentes do Conselho Federal de Contabilidade); sócio da Tiex, empresa de gestão e consultoria corporativa


A despeito da euforia que tomou conta do País após aprovação definitiva do impedimento da presidente, as perguntas que não saem da cabeça das pessoas: E agora? A economia vai melhorar? O desemprego vai diminuir? O dólar vai se estabilizar?


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É difícil fazer qualquer previsão. Os problemas estruturais do país não desapareceram após o impeachment, ou seja, até o momento, continuamos nas últimas posições nos rankings de competitividade e nas primeiras posições nos rankings de corrupção.


O país permanece em recessão, o ajuste fiscal é um remédio amargo que tende a ocasionar ainda mais retração econômica. Uma coisa é fato, nós não recuperaremos o grau de investimento da noite para o dia. Além disso, as taxas de juros deverão permanecer altas por um tempo ainda, o que significa que os investimentos continuarão caros e, por consequência, escassos, e o dólar tende a se estabilizar, contudo dificilmente retomará aos patamares dos R$ 2,00.


Além da delicada situação econômica do País o cenário mundial também não é dos mais favoráveis. A China grande motor do mundo nas últimas décadas já não cresce com o vigor de alguns anos atrás, e atingiu o menor índice de crescimento desde 1990 (fonte: Banco Mundial) 6,9%, isto significa que o mercado externo pouco poderá nos ajudar neste momento.


No mercado interno todos os setores da nossa economia apresentaram queda em 2015, exceto o setor agropecuário, e as projeções para 2016 apontam para um cenário exatamente igual, retração geral, crescimento apenas do setor agropecuário.


Tudo isso indica que a taxa de desemprego deve permanecer alta, ou, no melhor dos cenários deve se estabilizar - com o aumento da oferta de mão de obra a renda dos trabalhadores deve reduzir – e aponta também que velhas práticas devem voltar a moda, como, por exemplo, a informalidade, o que também contribui para reduzir a renda média do trabalhador registrado.


O cenário parece caótico.


Então, e agora?


A verdade é que as recessões são cíclicas, retornam de tempos em tempos, e a bem da verdade até ajudam a separar o joio do trigo, e os quem sobrevivem levantam mais fortes e preparados.


Os empresários dão mostras de otimismo, as projeções estão sendo revisadas para melhor ou ao menos para uma piora menor. A confiança do consumidor pouco a pouco vai sendo retomada, aquecendo a economia, gerando empregos e renda.


Também na crise surgem oportunidades e do desemprego brotam empreendedores, pequenos negócios que representam uma parcela significativa da economia do país.


O governo dá sinais de que caminha para incentivar esse otimismo, e, ao menos no discurso, busca condições para diminuir o peso da máquina pública e dar condições para economia se recuperar e para os negócios prosperarem.


Agora é o momento de começarmos a mudar, é o momento de melhorarmos o que precisa ser melhorado. Agora existe uma luz no fim do túnel, e não é o trem vindo na direção contrária.


(*) Fábio Yamamoto é bacharel em Ciências Contábeis pela PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), habilitado no CNAI/CFC (Cadastro Nacional dos Auditores Independentes do Conselho Federal de Contabilidade); sócio da Tiex, empresa de gestão e consultoria corporativa

Fonte: campograndenews
Data Postagem: 11/09/2016
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