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Poupando Ricardinho, Brasil empata com o Irã e avança em 1º no Fut 5

A invencibilidade segue, mas o Brasil perdeu o 100% de aproveitamento na Paralimpíada. Já classificada para as semifinais, a seleção brasileira poupou o craque Ricardinho em grande parte do duelo contra o Irã e ficou no 0 a 0 diante do rival na manhã desta terça-feira. Na defesa, Cássio também não atuou, mas apesar das mudanças, o time pressionou os iranianos e foi infinitamente superior, parando apenas no goleiro Meysam. Com o resultado, os brasileiros chegaram aos sete pontos e garantiram o primeiro lugar do seu grupo. O Irã, com cinco, avançou em segundo para o mata-mata.


- O importante neste jogo era conseguir o primeiro lugar do grupo pensando nas semifinais. O time conseguiu isso, está de parabéns, e agora é descansar, porque o sol estava muito quente hoje e temos um jogo duro na quinta-feira - disse o ala Jefinho.


Agora, o Brasil espera a definição do outro grupo, com China, Argentina, Espanha e México. Ainda nesta terça-feira, Argentina e China decidem quem será o primeiro da chave. O perdedor do duelo direto encara a seleção tricampeã paralímpica nas semifinais. Vale lembrar que a Argentina foi vice para a seleção em Atenas 2004 e a China em Pequim 2008. E que a seleção jamais perdeu um jogo desde que o futebol de cinco entrou no programa paralímpico.


RICARDINHO NO BANCO


Com o primeiro lugar do grupo encaminhado, o Brasil entrou em quadra poupando o camisa 10 Ricardinho e o defensor Cássio. Aos dois minutos, a seleção chegou com perigo em dois lances seguidos. Jefinho bateu cruzado e Meysam defendeu, dando o rebote. Na sequência, dentro da área, Nonato foi atrapalhado pelo barulho da torcida e atrasou o chute, que acabou nas mãos do goleiro. Aos quatro minutos, Zada, do Irã, sofreu falta e saiu de maca com dores no quadril. Em outro lance de perigo, Nonato aproveitou sobra dentro da área e mais uma vez parou no goleiro Meysam.


Na segunda metade da etapa, Zada voltou ao jogo pelo Irã, mas no primeiro lance de ataque, em nova trombada, sentiu as mesmas dores e deixou a partida. Aos 17 minutos, Jefinho se livrou da zaga rival e bateu de bico para boa defesa de Meysam. Só o Brasil atacava, mas não conseguia o gol. Faltando quatro minutos para o fim da etapa, Dumbo, que pela primeira vez entrou em quadra na Paralimpíada, deu passe para o meio e Nonato quase marcou para o Brasil.No último lance da primeira etapa, Jefinho chutou e Meysam defendeu. Na sobra, Dumbo cortou para o meio e bateu cruzado para outra bela defesa do rival.


O segundo tempo começou da mesma forma. Com cinco minutos, Jefinho cortou para o meio e bateu cruzado. Um minuto depois, Nonato também quase marcou o primeiro do Brasil em avanço pelo meio, mas o iraniano defendeu com o pé fora da área. A arbitragem ignorou e não marcou o pênalti. Aos nove minutos, Nonato saiu conduzindo a bola da defesa e próximo da área chutou para a 13ª defesa de Meysam. Na melhor chance para o Irã, Sadegh saiu em disparada no contra-ataque, mas Paraná o parou antes do chute. No primeiro chute a gol do Irã, bem de longe, Zada não colocou dificuldades para o goleiro Luan.


Faltando nove minutos para o fim da etapa, Ricardinho finalmente entrou em quadra. Em dois minutos, o camisa 10 conseguiu o primeiro lance de perigo ao cruzar para Nonato finalizar em cima de Meysam. Satisfeito com o empate que também o classificava, o Irã não se arriscou no ataque. Sob sol forte, os dois times se pouparam nos minutos finais e não tiraram o zero do placar, no primeiro jogo em que o Brasil passou em branco no Rio de Janeiro.


O futebol de 5 entrou no programa paralímpico em Atenas 2004. O jogo tem dois tempos de 25 minutos, sendo que os dois últimos de cada tempo são cronometrados, ou seja, o tempo para quando a bola sai pela linha de fundo. O intervalo entre os dois tempos é de dez minutos. Existe também uma pequena área de onde o goleiro não pode sair para realizar defesa nem pegar na bola; o arqueiro, por sinal, é o único vidente, ou seja, não tem deficiência. Após a terceira falta de uma equipe, é cobrado um tiro livre da linha de oito metros ou do local onde foi sofrida a falta. Ao se deslocarem em busca da bola, os jogadores precisam gritar "voy", vou em português, na tentativa de evitar choques.


A bola, como a de futsal, tem guizos que ajudam os jogadores a encontrá-la e também a manterem o seu domínio. A quadra tem a metragem de 40 x 20. Assim como no goalball, modalidade paralímpica exclusiva, no Fut 5 o silêncio é fundamental. Só assim os jogadores conseguem ouvir as orientações dos técnicos e dos chamadores, além dos goleiros, e também ouvir o guizo que fica dentro da bola e os ajuda. A torcida só pode vibrar e fazer barulho na hora do gol, em faltas, linha de fundo, lateral, tempo técnico ou qualquer outra paralisação da partida.

Fonte: correiodoestado
Data Postagem: 13/09/2016
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