Terca-Feira, 25 de Abril de 2017 | E-mail para contato: contato@nvnoticias.com.br

Frutas e carnes viram sorvetes para refrescar animais do zoo de Ribeirão

 forte calor que tem atingido Ribeirão Preto na primavera tem lotado as tradicionais choperias e parques da cidade, além de propiciar o surgimento de um cardápio mais refrescante aos animais do zoológico local.
Desde a última semana, os bichos do bosque-zoológico Fábio Barreto estão recebendo "sorvete" para enfrentar o calor, graças às temperaturas que diariamente ultrapassam os 30°C na cidade.


Frutas, legumes e carnes picadas estão sendo oferecidas aos animais em forma de sorvete, em meio a gelo, com o objetivo de evitar que os animais fiquem estressados com o calor habitual da cidade. Com isso, alimentos mais calóricos, como abóbora cozida e coco seco, foram deixados de lado.


Esse cardápio virou rotina semanal para a maioria dos mais de 600 animais do zoológico, como elefantes e macacos, e devem integrar a dieta animal até o fim do próximo verão. Já os répteis vivem em um ambiente climatizado, para que sofram menos com o calor.


Segundo funcionários do bosque, um macaco chega a ingerir dois quilos do sorvete com frutas. O cardápio total pesa cerca de 400 quilos.


"As frutas e carnes, envolvidas em gelo, são oferecidas aos grandes felinos, elefantes, urso de óculos, araras, além de grandes e pequenos primatas. Elaboramos com antecedência para que eles se refresquem nos dias mais quentes", afirmou, por meio da assessoria de imprensa, o zootecnista e responsável pelo zoológico, Alexandre Carvalho Gouvêa.


Chamado de enriquecimento ambiental, o conjunto de ações tem como meta a manutenção do bem-estar de animais mantidos em cativeiro. O objetivo é reduzir o estresse causado pela limitação de espaço e inatividade, além de aguçar os instintos.


Alguns mamíferos e aves também estão recebendo cuidados especiais em seus espaços, como banhos extras e medidas que ofereçam sensação de conforto.


"Essas medidas ajudam muito os animais. Tudo que for para conforto deles, ainda mais para animais que vivem confinados, deve ser feito", afirmou a presidente da Uipa (União Internacional Protetora dos Animais), Vanice Orlandi.


De acordo com ela, quando livres na natureza os animais procuram um cenário que proporcione melhor bem-estar, o que não ocorrem num zoológico. "Uma vez contidos, reclusos, cabe sempre à direção tentar minimizar um pouco esse sofrimento e propiciar o que buscariam se tivessem vida livre", disse.


O local passou a ser considerado um zoológico em 2009, depois de 19 anos do pedido de registro ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O zoológico de Ribeirão fica aberto ao público de quarta-feira a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita.

Fonte: correio do estado
Data Postagem: 03/11/2016
PUBLICIDADE