Mais de 16 mil pessoas participaram do certame, no domingo (12), que oferecia 127 vagas na área da educação.
O concurso público da Prefeitura de Salto, realizado no último domingo (12), foi alvo de uma denúncia no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após uma série de problemas relatados por candidatos. Mais de 16 mil pessoas participaram do certame, que oferecia 127 vagas na área da educação.
Entre as principais queixas estão a aplicação de provas em locais inapropriados: em vez da sala de aula, a prova foi aplicada no refeitório de uma das escolas. Outras reclamações foram sobre a presença do prefeito em uma das salas e a falta de fiscais.
“A sala era o refeitório, com grande circulação de pessoas. O ambiente apresentou elevado nível de ruído e distração, prejudicando a concentração”, relata uma candidata, que preferiu não se identificar.
“A sala em que fui alocada correspondia ao refeitório da escola, um ambiente com grande circulação de pessoas. Durante todo o período de prova, houve intenso fluxo de indivíduos transitando pelo local, inclusive para acesso ao bebedouro, entrada e saída de pessoas, além de movimentação externa nas proximidades (lado de fora), o que ocasionou constantes interrupções”, comenta outra participante.
“O ambiente apresentou elevado nível de ruído e distração, prejudicando significativamente a concentração dos candidatos”, acrescenta.
Outro problema diz respeito à documentação. Os participantes reclamam que o documento digital estava sendo aceito em algumas unidades e recusado em outras. Houve ainda outra ocorrência que chamou a atenção no certame: a presença do prefeito de Salto, Geraldo Garcia.
Esse ponto, inclusive, é citado na denúncia ao MP. “Outro estranhamento é que na sala 15 da escola Dolores no bairro Nações o prefeito adentrou uma sala, cumprimentou os participantes, desejando boa sorte, e dizendo que Salto é uma cidade que avança”, diz trecho do documento.
Outros participantes afirmaram que algumas salas não tinham fiscais suficientes, com profissionais se revezando entre os ambientes.
A denúncia diz ainda que em “outras inúmeras escolas e com vários candidatos, a lista de presença na vez do candidato assinar, já estava assinada, assim como em algumas escolas os celulares não foram lacrados, celulares que tocaram durante a prova, e o candidato não foi retirado”.
A denúncia ao MP também cita a presença do prefeito de Salto, Geraldo Garcia, em uma das salas de prova. Segundo o documento, ele teria cumprimentado os participantes e desejado “boa sorte”, o que é apontado como uma irregularidade.
